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Leitura bíblica diária

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TanakhVerso do Dia

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1.

 

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Daniel:·Introdução[1] ·Conteúdo[2] ·Mensagem[3] ·Origem[4]

3 e Daniel mostrou logo que era mais competente do que os outros ministros e governadores. Ele tinha tanta capacidade, que o rei pensou em colocá-lo como a mais alta autoridade do reino.4 Aí os outros ministros e os governadores procuraram achar um motivo para acusar Daniel de ser mau administrador, mas não encontraram. Daniel era honesto e direito, e ninguém podia acusá-lo de ter feito qualquer coisa errada.5 Então eles disseram uns aos outros: - Nunca encontraremos motivo para acusar Daniel, a não ser que seja alguma coisa que tenha a ver com a religião dele.

[Então o mesmo Daniel sobrepujou a estes presidentes e príncipes; porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava constituí-lo sobre todo o reino. Então os presidentes e os príncipes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa. Então estes homens disseram: Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, se não a acharmos contra ele na lei do seu Deus.]

Dn 6

1 O rei Dario resolveu dividir o país em cento e vinte províncias e escolher cento e vinte homens para governá-las.

2 A fim de que tudo corresse bem, e não houvesse prejuízo, o rei nomeou três ministros para controlarem os cento e vinte governadores. Um desses ministros era Daniel,

3 e ele mostrou logo que era mais competente do que os outros ministros e governadores. Ele tinha tanta capacidade, que o rei pensou em colocá-lo como a mais alta autoridade do reino.

4 Aí os outros ministros e os governadores procuraram achar um motivo para acusar Daniel de ser mau administrador, mas não encontraram. Daniel era honesto e direito, e ninguém podia acusá-lo de ter feito qualquer coisa errada.

5 Então eles disseram uns aos outros: - Nunca encontraremos motivo para acusar Daniel, a não ser que seja alguma coisa que tenha a ver com a religião dele.

6 Então foram todos juntos falar com o rei e disseram: - Que o rei Dario viva para sempre!

7 Todos nós que ocupamos posições de autoridade no reino, isto é, os ministros, os governadores, os prefeitos e as outras autoridades, nos reunimos e concordamos em pedir ao senhor que dê uma ordem que não poderá ser desobedecida. Ordene que durante trinta dias todos façam os seus pedidos somente ao senhor. Se durante esse tempo alguém fizer um pedido a qualquer deus ou a qualquer outro homem, essa pessoa será jogada na cova dos leões.

8 Portanto, ó rei, dê a ordem e a assine a fim de que não possa ser anulada. De acordo com a lei dos medos e dos persas, essa ordem não poderá ser anulada.

9 O rei concordou; assinou a ordem e mandou que fosse publicada.

10 Quando Daniel soube que o rei tinha assinado a ordem, voltou para casa. No andar de cima havia um quarto com janelas que davam para Jerusalém. Daniel abriu as janelas, ajoelhou-se e orou, dando graças ao seu Deus. Ele costumava fazer isso três vezes por dia.

11 Os inimigos de Daniel foram juntos até a casa dele e o encontraram orando ao seu Deus.

12 Então foram procurar o rei a fim de falar com ele a respeito da ordem. Eles disseram: - Ó rei, o senhor assinou uma ordem que proíbe que durante trinta dias se façam pedidos a qualquer deus ou a qualquer outro homem, a não ser ao senhor. E a ordem diz também que quem desobedecer será jogado na cova dos leões. Não é verdade? O rei respondeu: - É verdade, e a ordem deve ser obedecida. De acordo com a lei dos medos e dos persas, ela não pode ser anulada.

13 Aí eles disseram ao rei: - Mas Daniel, um dos prisioneiros que vieram da terra de Judá, não respeita o senhor, nem se importa com a ordem, pois ora ao Deus dele três vezes por dia.

14 Ao ouvir isso, o rei ficou muito triste e resolveu salvar Daniel. Até o pôr-do-sol daquele dia, ele fez tudo o que pôde para salvá-lo.

15 Os inimigos de Daniel foram falar de novo com o rei e disseram: - O senhor sabe muito bem que, de acordo com a lei dos medos e dos persas, nenhuma ordem ou lei assinada pelo rei pode ser anulada.

16 Então o rei mandou que trouxessem Daniel e o jogassem na cova dos leões. E o rei disse a Daniel: - Espero que o seu Deus, a quem você serve com tanta dedicação, o salve.

17 Trouxeram uma pedra e com ela taparam a boca da cova. O rei selou a pedra com o seu próprio anel e com o anel das altas autoridades do reino, para que, mesmo no caso de Daniel, a lei fosse cumprida ao pé da letra.

18 O rei voltou para o palácio, mas não comeu nada, nem se divertiu como de costume. E naquela noite não pôde dormir.

19 De manhã, cedinho, ele se levantou e foi depressa até a cova dos leões.

20 Ali, com voz muito triste, ele disse: - Daniel, servo do Deus vivo! Será que o seu Deus, a quem você serve com tanta dedicação, conseguiu salvá-lo dos leões?

21 Daniel respondeu: - Que o rei viva para sempre!

22 O meu Deus mandou o seu Anjo, e este fechou a boca dos leões para que não me ferissem. Pois Deus sabe que não fiz nada contra ele. E também não cometi nenhum crime contra o senhor.

23 O rei, muito alegre, mandou que tirassem Daniel da cova. Assim ele foi tirado, e viram que nenhum mal havia acontecido com ele, pois havia confiado em Deus.

24 Em seguida, o rei mandou que trouxessem os homens que tinham acusado Daniel. Todos eles, junto com as suas mulheres e os seus filhos, foram jogados na cova. E, antes mesmo de chegarem ao fundo, os leões os atacaram e os despedaçaram.

25 Então o rei Dario escreveu uma carta para os povos de todas as nações, raças e línguas do mundo. A carta dizia o seguinte: "Felicidade e paz para todos!

26 Eu ordeno que todas as pessoas do meu reino respeitem e honrem o Deus que Daniel adora. Pois ele é o Deus vivo, que vive para sempre. O seu reino nunca será destruído; o seu poder nunca terá fim.

27 Ele socorre e salva; no céu e na terra, ele faz milagres e maravilhas. Foi ele quem salvou Daniel, livrando-o das garras dos leões."

28 E Daniel continuou a ser uma alta autoridade no governo durante o reinado de Dario e depois durante o reinado de Ciro, da Pérsia.

1 Coríntios :·Introdução[5] .Conteúdo[6] .Mensagem[7] .Origem[8]

4 Existem tipos diferentes de dons espirituais, mas é um só e o mesmo Espírito quem dá esses dons.6 Há diferentes habilidades para realizar o trabalho, mas é o mesmo Deus quem dá a cada um a habilidade para fazê-lo.7 Para o bem de todos, Deus dá a cada um alguma prova da presença do Espírito Santo.8 Para uma pessoa o Espírito dá a mensagem de sabedoria e para outra o mesmo Espírito dá a mensagem de conhecimento.

[Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência.]

1Co 12

1 Meus irmãos, quero que vocês saibam a verdade a respeito dos dons que o Espírito Santo dá.

2 Vocês sabem que, quando ainda eram pagãos, vocês eram desviados, de várias maneiras, para a adoração dos ídolos, os quais não têm vida.

3 Por isso precisam compreender que ninguém que diz "Que Jesus seja maldito!" pode estar falando pelo poder do Espírito de Deus. E que ninguém pode dizer "Jesus é Senhor", a não ser que seja guiado pelo Espírito Santo.

4 Existem tipos diferentes de dons espirituais, mas é um só e o mesmo Espírito quem dá esses dons.

5 Existem maneiras diferentes de servir, mas o Senhor que servimos é o mesmo.

6 Há diferentes habilidades para realizar o trabalho, mas é o mesmo Deus quem dá a cada um a habilidade para fazê-lo.

7 Para o bem de todos, Deus dá a cada um alguma prova da presença do Espírito Santo.

8 Para uma pessoa o Espírito dá a mensagem de sabedoria e para outra o mesmo Espírito dá a mensagem de conhecimento.

9 Para uma pessoa o mesmo Espírito dá fé e para outra dá o poder de curar.

10 Uma pessoa recebe do Espírito poder para fazer milagres, e outra recebe o dom de anunciar a mensagem de Deus. Ainda outra pessoa recebe a capacidade para saber a diferença entre os dons que vêm do Espírito e os que não vêm dele. Para uma pessoa o Espírito dá a capacidade de falar em línguas estranhas e para outra ele dá a capacidade de interpretar o que essas línguas querem dizer.

11 Porém é um só e o mesmo Espírito quem faz tudo isso. Ele dá um dom diferente para cada pessoa, conforme ele quer.

12 Cristo é como um corpo, o qual tem muitas partes. E todas as partes, mesmo sendo muitas, formam um só corpo.

13 Assim, também, todos nós, judeus e não-judeus, escravos e livres, fomos batizados pelo mesmo Espírito para formar um só corpo. E a todos nós foi dado de beber do mesmo Espírito.

14 Pois o corpo não é feito de uma só parte, mas de muitas.

15 Se o pé disser: "Já que não sou mão, não sou do corpo", nem por isso deixa de ser do corpo.

16 Se o ouvido disser: "Já que não sou olho, não sou do corpo", nem por isso deixa de ser do corpo.

17 Se o corpo todo fosse olho, como poderíamos ouvir? E, se o corpo todo fosse ouvido, como poderíamos cheirar?

18 Assim Deus colocou cada parte diferente do corpo conforme ele quis.

19 Se o corpo todo fosse uma parte só, não existiria corpo.

20 De fato, existem muitas partes, mas um só corpo.

21 Portanto, o olho não pode dizer para a mão: "Eu não preciso de você." E a cabeça não pode dizer para os pés: "Não preciso de vocês."

22 O fato é que as partes do corpo que parecem ser as mais fracas são as mais necessárias,

23 e aquelas que achamos menos honrosas são as que tratamos com mais honra. E as partes que parecem ser feias recebem um cuidado especial,

24 que as outras mais bonitas não precisam. Foi assim que Deus fez o corpo, dando mais honra às partes menos honrosas.

25 Desse modo não existe divisão no corpo, mas todas as suas partes têm o mesmo interesse umas pelas outras.

26 Se uma parte do corpo sofre, todas as outras sofrem com ela. Se uma é elogiada, todas as outras se alegram com ela.

27 Pois bem, vocês são o corpo de Cristo, e cada um é uma parte desse corpo.

28 Na Igreja, Deus pôs tudo no lugar certo: em primeiro lugar, os apóstolos; em segundo, os profetas; e, em terceiro, os mestres. Em seguida pôs os que fazem milagres; depois os que têm o dom de curar, ou de ajudar, ou de liderar, ou de falar em línguas estranhas.

29 Nem todos são apóstolos, ou profetas, ou mestres. Nem todos têm o dom de fazer milagres,

30 nem de curar doenças, nem de falar em línguas estranhas, nem de explicar o que essas línguas querem dizer.

31 Por isso se esforcem para ter os melhores dons. Porém eu vou mostrar a vocês o caminho que é o melhor de todos.










[Daniel]

[1]·Introdução· O Livro de Daniel foi escrito num tempo quando os judeus estavam sendo oprimidos e perseguidos por povos pagãos. O livro é chamado de “apocalíptico” porque trata de acontecimentos relacionados com o fim do mundo (ver Ap Intr.). Esses acontecimentos são revelados ao profeta por meio de visões e sonhos (caps. 7—12). O profeta procura explicar ao povo de Deus por que eles estão sendo perseguidos e, ao mesmo tempo, ele os exorta a serem fiéis a Deus. Pois virá o dia em que Deus acabará com o domínio dos pagãos, e, mais uma vez, Israel será uma nação livre e independente. Na Bíblia Hebraica (Tanak), o Livro de Daniel não aparece entre os Profetas (Nebiim), mas com os Escritos (Ketubim). A maior parte do livro foi escrita em hebraico; mas de 2.4 a 7.28 o livro foi escrito em aramaico. Ninguém sabe ao certo por que isso é assim.

[2]·Conteúdo· O livro se divide em duas partes: 1) Histórias a respeito de Daniel e dos seus três companheiros, que estavam vivendo na Babilônia, para onde haviam sido levados como prisioneiros pelo rei Nabucodonosor. Em meio a muitas provações, eles continuaram firmes na sua fé em Deus e obedeceram às suas leis. Eles ganharam a aprovação do rei, e ele colocou os três amigos de Daniel em cargos muito importantes na Província da Babilônia (3.30). Daniel, por sua vez, foi feito a terceira autoridade mais importante do reino (5.29; 6.28). 2) As visões de Daniel, que tratam de impérios que aparecem e depois desaparecem. Essas visões deixam bem claro que os perseguidores serão derrotados e que a vitória final será do povo de Deus.

[3]·Mensagem· O SENHOR é o Rei, e a sua vontade será feita. Nenhum poder humano pode prevalecer contra ele, e, no fim, ele derrotará as forças do mal e reinará sobre todos (5.21; 7.26; 8.25). Portanto, que o povo de Deus não desespere, pois “o reino, o poder e a glória serão dados ao povo do Deus Altíssimo, e eles governarão o mundo inteiro para sempre” (7.27). Neste livro aparece a referência mais explícita no AT à ressurreição dos mortos: “Muitos dos que já tiverem morrido viverão de novo: uns terão a vida eterna, e outros sofrerão o castigo eterno” (12.2). E o livro termina com a promessa a Daniel de que, no fim, ele ressuscitará e receberá a sua recompensa (12.13).

[4]·Origem· Daniel era um dos judeus que foram levados presos para a Babilônia por Nabucodonosor, que foi rei da Babilônia de 605-562 a.C. Daniel viveu na Babilônia durante os reinados de Belsazar (caps. 5; 7—8), de Dario, filho de Xerxes (caps. 6 e 9), e de Ciro, rei da Pérsia, que, em 539 a.C., conquistou a Babilônia e se tornou rei do país (caps. 10—12). Segundo esses dados cronológicos, o livro foi escrito depois de 536 a.C. (ver 10.1, n.). No entanto, muitos especialistas bíblicos acham que o livro foi escrito depois da profanação do Templo por Antíoco IV Epífanes, rei da Síria 174-165 a.C. (ver 9.27, “o grande terror”). Na primeira parte do livro (caps. 1—7), Daniel é um dos personagens nas histórias que são contadas; na segunda parte, ele mesmo narra os acontecimentos.

[1 Coríntios]

[5]·Introdução· Paulo escreveu a Primeira Carta aos Coríntios a fim de tratar de várias questões que estavam causando dificuldades para os cristãos de Corinto. Havia problemas a respeito de doutrinas, de comportamento nos cultos de adoração e questões práticas a respeito da vida cristã, especialmente a maneira de os cristãos se relacionarem com os pagãos. Os problemas eram tão sérios que, finalmente, os coríntios escreveram uma carta a Paulo pedindo a sua opinião sobre vários assuntos (7.1); do cap. 7 em diante Paulo escreve o que pensa a respeito desses assuntos. Mas Paulo procura não somente resolver os problemas que estavam causando tantas dificuldades entre os cristãos de Corinto; acima de tudo, ele também quer que eles sejam em tudo guiados pelo amor cristão. Sem amor, alguém que se chama de cristão não é seguidor de Jesus Cristo; sem amor, uma igreja não é o corpo de Cristo. Paulo escreve: “Que tudo o que vocês fizerem seja feito com amor” (16.14), uma advertência que vale também para os seguidores de Jesus hoje.

[6]·Conteúdo· Como em outras cartas, Paulo começa esta com palavras de saudações. Ele tinha fundado a igreja de Corinto e conhece bem os cristãos daquela cidade. Ele ainda pretende visitá-los e, possivelmente, ficará em Corinto o inverno todo, isto é, três meses (16.5-7). Corinto era a capital da província romana de Acaia, uma grande e próspera cidade, famosa por sua cultura, seu comércio e também por sua imoralidade. Era tanta a imoralidade dos coríntios, que o verbo “corintianizar” começou a ser usado para dizer “cometer imoralidade”. Era também uma cidade religiosa: havia pelo menos doze templos na cidade, inclusive o de Afrodite, a deusa do amor; o de Asclépio, o deus das curas; e o enorme templo de Apolo, construído no sexto século a.C. Havia também uma sinagoga de judeus. Por isso, a pequena minoria cristã da cidade enfrentaria dificuldades em manter firme a sua fé em Cristo Jesus e viver uma vida digna de seguidores de Jesus. Nesta carta, Paulo trata de uma série de assuntos: imoralidade na igreja; processos na justiça contra irmãos na fé; e, principalmente, os dons do Espírito Santo, que estavam causando tantas dificuldades. Ele trata também de questões doutrinárias, especialmente da ressurreição (cap. 15). Além disso, Paulo se preocupa com a oferta que ele está recolhendo para levar aos cristãos necessitados da Judéia. O apóstolo termina a carta com saudações pessoais. O ponto alto desta carta é o belo hino ao amor cristão (cap. 13).

[7]·Mensagem· 2.1. A Igreja é o corpo de Cristo Para Paulo, “o corpo de Cristo” não é simplesmente uma figura; a Igreja é, de fato, um corpo. Ela é o corpo do Cristo ressuscitado, isto é, por meio dela Cristo vive e age no mundo (12.12-13,27). É inaceitável, portanto, que haja divisões na Igreja; as várias partes do corpo trabalham juntas, para o bem do corpo inteiro. E cada parte tem sua função e é indispensável. Desempenhando bem a sua função, cada parte contribui para o bem-estar do corpo inteiro. Não há, portanto, lugar para vaidade, e nenhuma parte pode desprezar qualquer uma das outras (12.14-26). 2.2. A variedade de dons na Igreja Um corpo tem muitas partes, cada uma com a sua função. Na Igreja, há variedade de dons, e todos eles são dados pelo Espírito de Deus; todos devem estar a serviço de Deus e devem ser usados para o bem de todos (12.4-7). Mas há dons que são mais importantes do que outros. O dom de falar em línguas estranhas, que estava causando tantos problemas, Paulo declara ser o menos importante. Esse dom deve ser usado somente quando estiver presente alguém que tenha o dom de interpretar a língua estranha (14.5,13). Na verdade, diz Paulo, aquele que fala em línguas estranhas está ajudando somente a si mesmo e não à igreja toda (14.4). Todos os dons devem contribuir para o crescimento espiritual da igreja (14.12,26). 2.3. A supremacia do amor Paulo não inclui o amor entre os dons do Espírito Santo; o amor é “o caminho que é o melhor de todos” (12.31), sem o qual a Igreja não é o corpo de Cristo, e as suas várias partes (12.12) não contribuem para o bem-estar do corpo. Não havendo o amor, mesmo os melhores dons não têm valor (13.1-3). E Paulo termina: “Portanto, esforcem-se para ter amor” (14.1).

[8]·Origem· 3.1. Paulo escreveu esta carta em 54 ou 55 d.C., durante a sua estada em Éfeso (15.32; 16.8), no fim da sua terceira viagem missionária (At 18.23—21.16). Paulo tinha ficado uns dois anos em Éfeso (At 19.10). 3.2. Paulo conhecia bem os cristãos de Corinto, pois ele tinha organizado a igreja ali em 51 ou 52 d.C., durante a sua segunda viagem missionária (At 15.36—18.22). Eles seriam quase todos não-judeus (1Co 12.2), mas é bem provável que também alguns judeus tinham aceitado o evangelho (At 18.4-6). Sabemos que Crispo, o chefe da sinagoga, creu no Senhor Jesus Cristo (At 18.8). Em 1Co 16.15-18, Paulo cita, por nome, várias pessoas da igreja. 3.3. Convém lembrar que, naquele tempo, os cristãos não se reuniam em prédios próprios ou em templos, mas realizavam os seus cultos em casas particulares. Em 1Co 16.19, ele manda saudações de Áquila e Priscila, em cuja casa, em Éfeso, se reuniam cristãos.